Publicado por: Guilherme Júnior | quinta-feira, 17 maio, 2007

Só informação resolve?

No novo contexto social criado à partir da “popularização” da Internet temos a impressão que todos os problemas do mundo serão resolvidos à partir dela, já que ela nos aproxima de qualquer parte do mundo. Ela facilita a vida e permite o contato com pessoas do mundo todo. Porém está claro que o acesso a esse recurso é muito limitado, apenas uma em cada seis pessoas tem acesso a Internet no mundo. Por sua vez, essas pessoas, para ter tal acesso, tem um mínimo de condições financeiras e culturais. São, portanto, uma ELITE. Querer crer que a prioridade dessa elite ciberconectada seja a solução dos problemas daqueles excluídos desse grupo, os que vivem os problemas “reais”, é ser extremamente ingênuo.

Chega a ser óbvio que a Internet vem pra atender aos anseios de quem a utiliza. Por isso, muitos defendem que é prioritário universalizar o acesso a Internet, pois isso possibilitará que a voz dos excluídos também seja ouvida. Que a tecnologia ao alcance de todos iria, consequentemente, possibilitar a criação de condições menos desniveladas entre as pessoas. E essa é a linha de pensamento em voga nos países em desenvolvimento, ineficazes há tempos em resolver problemas como a fome e o analfabetismo no “mundo real”. Porém, esse pode ser apenas um discurso que não levará a nada mais que uma sociedade igualmente desnivelada, porém informatizada. Até porque não é de interesse de muitos que esse desnivel não exista. Muitos ganham milhões através dela. Exemplo: agências de emprego, bancos, loterias, escolas profissionalizantes, etc etc.

Claro que não podemos afirmar que, no mundo em que vivemos, seja possível um desenvolvimento econômico sem a Internet. E nem se deseja isso. Não é a tecnologia que oprime o ser humano, mas o uso que se faz dela. Certamente vivemos melhor hoje do que nos tempos da sociedade feudal na Idade Média. Mas é necessário que os recursos sejam melhor distribuídos.

Menos lucro e mais divisão. Essa idéia, se assimilada, permitiria que os lucros obtidos com o trabalho de todos voltassem igualmente em benefício de todos. Vale reafirmar que o problema não está no modelo econômico ou mesmo no grau de tecnologia empregado, mas no uso que se faz dessas ferramentas que, no mundo atual, somente serve ao grande capital e as megacoorporações. Essas sim utilizam todos os recursos possíveis para gerar lucros, sob a justificativa de se inserir numa sociedade de mercado.

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Responses

  1. Esse é meu amigo! hauhauahuahua

    bjooo

  2. Sonhar não custa nada, não precisa de Internet e não gera lucro… Sonharemos nós então, meu amigo.

    =)

  3. Muda o link do meu flog aiii…
    agora é no blogspot!

    =)


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