Publicado por: Guilherme Júnior | segunda-feira, 19 dezembro, 2011

Da Paulista, a Luz!

No último sábado, dia 17 de dezembro, rolou aqui em Sampa a “Jornada Fotográfica”. Este é um evento que acontece com frequência por aqui e que, nesta edição, tinha a intenção de registrar o olhar dos fotógrafos, profissionais, amadores ou apenas curiosos, sobre a decoração de natal da Avenida Paulista. Bom, todo mundo sabe que lá é o local mais badalado de SP e que a decoração natalina ao longo da via é famosa há muito tempo.

Tudo arrumado, câmera preparada, pilhas carregadas, até um cartão de memória mais “espaçoso” eu consegui. Só não consegui convencer a minha namorada, Paula, que estava com uma dor de cabeça forte, a ir comigo. Solidariamente, deixei o evento pra lá e lhe fiz companhia.

No dia seguinte, resolvemos ir até a Paulista e fazer a nossa “própria jornada”. E o que encontramos, em pleno domingo a noite, foi um caos total. Milhares de pessoas encantadas com as luzes, com as decorações e até com algumas apresentações promovidas nos grandes edifícios ao longo daquela avenida, sobretudo nas fachadas dos bancos chamados “personalizados” (traduzindo: aqueles que dão tratamento VIP para quem tem muuuuuuuita grana). Resumindo: até para os pedestres a coisa não tava fácil. Imagina para os carros…

Agora o que me chamou muita a atenção foi a quantidade de ambulantes que estavam presentes. Ora, parece óbvio que, num lugar que todo mundo sabe o quão é movimentado, eles tenham ido para lá garantir “o do peru de natal”. Os produtos eram os mais diversos: desde pipocas, batata frita, tapioca, bebidas e demais “alimentos” até pulseiras, cadernos de papel reciclado, DVDs “alternativos”, e brinquedos, muitos brinquedos. Impressionava a diversidade de brinquedos luminosos que estavam sendo vendidos ali. Para mim ficou a impressão de que para os pais, o mais interessante era olhar para cima, nas decorações. Para os pequenos, o mais interessante estava embaixo, no chão, nas esteiras cheias de luzes e cores que os ambulantes ofereciam. Dois mundos, vários olhares e um mesmo local, que representa bem, para o bem e para o mal, a diversidade paulistana.

Publicado por: Guilherme Júnior | quinta-feira, 22 setembro, 2011

Dando nome aos pães…

- Moça, me vê seis médias, por favor!

- O que?

- Seis  médias… você pode me dar seis médias?

- Não to entendendo o que você quer…

A conversa teria seguido assim se não fosse a intervenção de minha prima. Foi ela quem disse:

- Ah, o que ele quer são seis filões!

Aí fui eu que estranhei:  Filões????

Pois é. Se tem uma coisa que muda de nome em cada lugarejo do Brasil é o pão francês. Aliás, de francês, ele não tem praticamente nada. Pois bem. O pãozinho, pão francês, pão de sal ou o nome que você quiser, é um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros. Está presente na maioria absoluta das mesas de café da manhã, lanche da tarde, pra matar aquela fominha fora de hora… O pãozinho reina absoluto. Mesmo que comprar pão no supermercado seja a coisa mais comum hoje em dia, todo mundo tem na cabeça aquela imagem da padaria do bairro, coisa nossa, né? Pãozinho é coisa nossa,  quase mais um membro de nossa família. Claro que a gente não sai comendo parente por aí, né?

O fato é que a variedade de nomes que o pãozinho adquire em cada região representa bem a diversidade cultural que existe no Brasil. Ainda que os grandes meios de comunicação incentivem a “pasteurização cultural”, o pãozinho – e a cultura regional – permanecem resistentes.

Vamos dar uma olhadinha em como o pão francês é conhecido em alguns lugares:

Baixada Santista (SP) – Média
Ribeirão Preto (SP) – Filão
São Paulo (SP) – Pãozinho (lá, média é o mesmo que café com leite!)
Ceará – Carioquinha
Rio Grande do Sul – Cassetinho
Sergipe – Pão Jacó
Pará – Pão Careca
E por aí vai…

Bom, sabendo dessa variedade de nomes do pão francês, e já tendo a experiência citada acima, sempre que vou para algum lugar que eu não sei como é o nome específico, eu me saio bem pedindo simplesmente “pão” ou “pãozinho”.  Aliás, me saía. Há alguns dias, estive em São Luís, no Maranhão. Fim de tarde, hora do lanche e lá vou eu a padaria:

- Boa tarde. Eu gostaria de seis pãezinhos, por favor.

- E você quer do “fina” ou do “grossa”?

- Hã????

- Ou pode ser misturado???

- Hã²???????

Teríamos ficado nessa se minha amiga Daniele não intervisse:

- Pode ser misturado!

A balconista estava se referindo ao pão sovado, que eles chamam de massa fina, e ao pão francês, que eles chamam de massa grossa. E lá você pode comprar misturado, pois o preço é o mesmo. Até eu entender isso tudo, o pão já teria esfriado!

Acho que da próxima vez que for comprar pão, na dúvida, vou é apontar o dedo e dizer: “quero seis desse negocio aí”. Ou pedir para um amigo ir comigo à padaria, para evitar confusão!

Publicado por: Guilherme Júnior | quarta-feira, 14 setembro, 2011

Cotidiano de um coordenador nacional da JOC

Acordar. Atrasado, é claro. Você tem certeza que regulou para sete e meia, mas já são mais de oito. Sai do quarto rumo ao banheiro e dá de cara com os outros companheiros já encerrando o café da manhã. Saindo do banho, ouve-se ao fundo uns gritos de “tchau” do pessoal, que já foi adiantar o expediente. Enrola mais um pouco no quarto, distraído com um livro que já leu mais de três vezes ou com uma notícia no rádio. As vezes toma café, outras não. Segue para o trabalho.

Sobe a ladeira até a metade. Pra continuar, torce que o semáforo de pedestres esteja fechado, para descansar um pouquinho. Retoma a escalada. Depois a rua segue reta. Ainda bem. Já vai pensando as prioridades do dia. Ligar para os militantes, mandar um e-mail que prometeu e não enviou, ler trinta ou quarenta páginas de relatórios. Não adianta. Chegando lá, vai ter algum problema bombástico que será sua prioridade.

Dito e feito. Aparece um problema com um projeto. Lá se vai a manhã toda até resolver a questão. Neste meio tempo olha os e-mail e encaminha o que for mais fácil. Já esqueceu a lista elaborada no caminho. Olha facebook, MSN, twitter e mais redes sociais que apareçam. Menos orkut, que ninguém merece! Olha também o Catraca Livre pra saber onde tem algum show “digrátis”.

Hora do almoço. De fazer o almoço. Vai ser rápido, o feijão já tá cozido, é só temperar. O que a mãe faria tranquilamente em meia hora, demora quase duas horas em sua mão. Mas fica pronto. Almoço é momento de relaxar. E falar de JOC. Se as conversas de almoço fossem registradas, teriam mais informações e reflexões que muitas reuniões. Lava o prato e o resto da louça. As vezes.

Período da tarde. Reunir para dar conta de alguma pendência. As vezes, a reunião é por Skype. Via internet. O telefone toca. Engano. Toca de novo. Querem ajuda para alguma para alguma ONG. Dispensado. De novo o telefone. Gente querendo usar o salão ou alguma sala para reunião. Pede para ligar mais tarde. Lembra da lista de tarefas que preparou no caminho. Lembra do relatório que tá devendo há mais de um mês e que ainda não deixou pronto. Hora de priorizar. Vai ver o facebook. Tem notificações novas.

Deu 17 horas. Caiu a ficha! Precisa dar conta de um monte de tarefas. Corre para escanear documento. Responde e-mail aberto no computador desde manhã. Confere novamente que a torneira do banheiro precisa ser trocada. Deu 18 horas e algumas tarefas ficaram para amanhã. Hora de ir para a Olido, Vergueiro ou outra baladinha 0800.

Hora de ir pra casa. Ver o que tem para requentar e jantar. Prefere comer bolachas. Lembra do relatório atrasado e resolve trabalhar em casa. Liga o som do quarto. Lembra da roupa que deixou na máquina de lavar e vai estender. Conversa com algum dos companheiros, que está na sala vendo TV. Relembra do relatório e volta pro quarto. Deu uma da manhã. Dormir.

Publicado por: Guilherme Júnior | quarta-feira, 12 janeiro, 2011

Tucanos culpam Deus pelas enchentes em SP

Reproduzido do blog do Miro

Por Altamiro Borges

Mortes, milhares de pessoas desabrigadas, perda total de bens, congestionamentos monstruosos. São Paulo vive dias de caos e desespero. Como já virou rotina nos últimos anos, as enchentes causam tragédias humanas na unidade mais rica da federação. E, num discurso repetitivo e desonesto, os tucanos que administram o estado há 16 anos culpam Deus pela desgraceira. A chuva é obra da natureza; as inundações, não. Cabe ao poder público, que cobra tributos da sociedade, zelar pelo seu bem-estar.

ponto de alagamento na Vila Guilherme, Zona Norte de SP

Mas o PSDB não tem compromissos com a sociedade, principalmente com sua parcela mais sofrida. Ele administra para os ricos; promove cortes nos investimentos públicos na sua obsessão pelo ajuste fiscal; prioriza as obras viárias que beneficiam a doentia “civilização do automóvel”. Nos últimos anos, como denunciam vários especialistas, os governos tucanos reduziram as verbas para obras de prevenção às enchentes. Não há qualquer planejamento estratégico para enfrentar esse grave problema.

Ajuste fiscal e falta de planejamento

O demo Gilberto Kassab, cria do tucano José Serra, deixou de investir na capital paulista R$ 353 milhões nas obras de combate às inundações no período de 2006/2009. No mesmo período, a prefeitura aplicou apenas 68% da verba prevista no orçamento para as ações de canalização de córregos, serviços de drenagem e construção de piscinões. No ano retrasado, este “gestor moderno”, bem ao gosto dos tecnocratas neoliberais, rompeu os contratos com quatro empresas responsáveis pela limpeza dos “piscinões”.

Em outros municípios, principalmente na região metropolitana de São Paulo, o menosprezo é idêntico. As cidades paulistas não possuem atualmente um plano de emergência em caso de transbordamento das represas que abastecem o estado. Os recursos do governo estadual destinados ao combate às enchentes também foram contingenciados, numa ação criminosa dos tucanos. Serra e Alckmin, que ocupa pela terceira vez o Palácio dos Bandeirantes, nunca trataram o assunto como prioridade.

A cumplicidade da mídia

Segundo estudo da assessoria do PT na Assembléia Legislativa, o governo paulista investiu, em 2009, apenas R$ 151 milhões em obras de combate às enchentes; já com publicidade, José Serra garfou dos cofres públicos R$ 287 milhões. Dos 134 piscinões prometidos pelo ex-presidenciável tucano, apenas 43 foram entregues. As obras de drenagem dos rios sofrem constantes atrasos no seu cronograma e o trabalho de manutenção também está sucateado. Há muita propaganda mentirosa e pouca ação efetiva.

O falso discurso dos demotucanos, que culpam Deus pelas inundações, infelizmente é amplificado por uma parte da mídia. Apesar de sediados em São Paulo, os principais veículos de comunicação evitam discutir em profundidade as verdadeiras causas das recorrentes inundações. Na gestão da petista Marta Suplicy na capital paulista, era comum ouvir os “calunistas” das emissoras de rádio e televisão demonizando a prefeita. Agora, a culpa das enchentes é da chuva. Simples assim!

Publicado por: Guilherme Júnior | sexta-feira, 20 agosto, 2010

Testes

Estou testando uma nova ferramenta de publicação de posts diretamente do Linux. Se funcionar, depois envio mais detalhes!

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