No último sábado, dia 17 de dezembro, rolou aqui em Sampa a “Jornada Fotográfica”. Este é um evento que acontece com frequência por aqui e que, nesta edição, tinha a intenção de registrar o olhar dos fotógrafos, profissionais, amadores ou apenas curiosos, sobre a decoração de natal da Avenida Paulista. Bom, todo mundo sabe que lá é o local mais badalado de SP e que a decoração natalina ao longo da via é famosa há muito tempo.
Tudo arrumado, câmera preparada, pilhas carregadas, até um cartão de memória mais “espaçoso” eu consegui. Só não consegui convencer a minha namorada, Paula, que estava com uma dor de cabeça forte, a ir comigo. Solidariamente, deixei o evento pra lá e lhe fiz companhia.
No dia seguinte, resolvemos ir até a Paulista e fazer a nossa “própria jornada”. E o que encontramos, em pleno domingo a noite, foi um caos total. Milhares de pessoas encantadas com as luzes, com as decorações e até com algumas apresentações promovidas nos grandes edifícios ao longo daquela avenida, sobretudo nas fachadas dos bancos chamados “personalizados” (traduzindo: aqueles que dão tratamento VIP para quem tem muuuuuuuita grana). Resumindo: até para os pedestres a coisa não tava fácil. Imagina para os carros…
Agora o que me chamou muita a atenção foi a quantidade de ambulantes que estavam presentes. Ora, parece óbvio que, num lugar que todo mundo sabe o quão é movimentado, eles tenham ido para lá garantir “o do peru de natal”. Os produtos eram os mais diversos: desde pipocas, batata frita, tapioca, bebidas e demais “alimentos” até pulseiras, cadernos de papel reciclado, DVDs “alternativos”, e brinquedos, muitos brinquedos. Impressionava a diversidade de brinquedos luminosos que estavam sendo vendidos ali. Para mim ficou a impressão de que para os pais, o mais interessante era olhar para cima, nas decorações. Para os pequenos, o mais interessante estava embaixo, no chão, nas esteiras cheias de luzes e cores que os ambulantes ofereciam. Dois mundos, vários olhares e um mesmo local, que representa bem, para o bem e para o mal, a diversidade paulistana.












A balconista estava se referindo ao pão sovado, que eles chamam de massa fina, e ao pão francês, que eles chamam de massa grossa. E lá você pode comprar misturado, pois o preço é o mesmo. Até eu entender isso tudo, o pão já teria esfriado!



