
Durante a sua última temporada na Fórmula 1, Senna pilotava uma Willians
Depois daquele triste 1º de maio de 1994, parecia que o Brasil tinha perdido de vez o gostinho emocionante de ver um compatriota no pódio da Formula 1. A morte de Senna deixou diversos garotos como eu, que tinha acabado de completar 12 anos naquele dia, como se tivéssemos perdido um parente bem próximo.
Quatorze anos depois, o Brasil volta a sentir orgulho ao assistir às tradicionais corridas. A habilidade de Felipe Massa, que pode lhe garantir a vitória do campeonato, vem provocando diversas comparações com o ídolo de minha infância.
Ainda que não tenha a mesma astúcia de Senna, Massa é habilidoso e desempenha muito bem o seu trabalho. Mesmo que não ganhe o título mundial, já provou que não vai ser um mero “soldadinho” da Ferrari e que sua personalidade conta mais até que os interesses da escuderia.

O piloto passou por diversos problemas durante a temporada, mas ainda tem chances de ganhar o título mundial
Os brasileiros nunca esquecerão Senna, mas já estava na hora de surgir alguém para nos trazer orgulho na principal categoria automobilística mundial. Depois de diversas frustrações, Massa se apresenta como alguém que veio para ficar, não contando apenas com uma “maré de sorte”.
Quem sabe daqui há alguns anos, quando eu tiver um filho, ele também se orgulhe de assistir as corridas que virão. Massa ainda é novo e, acredito, ainda terá um longo futuro dentro da Fórmula 1.
Sim, eu sei que essas corridas não passam de publicidade, que o amor pelo trabalho é sempre inferior aos lucros e dividendos, inclusive para quem retransmite as disputas na TV. Mas, convenhamos, é muito bom, na manhã de domingo, escutar aquele famoso tema da vitória, sob os gritos de “Eééééé…. é do Brasil!”